segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Nostalgia: A volta dos consoles e games que marcaram época

Com edições limitadas e especiais, fabricantes trazem de volta consoles e games que marcaram época.

NES Classic Edition 



A Nintendo lançou em novembro do ano passado a versão reduzida do famoso console de 1983. O aparelho vem com 30 jogos clássicos, como Super Mario Bros e The Legend of Zelda, e esgotou rapidamente, tendo vendido 2,3 milhões de unidades em apenas cinco meses. Para conseguir um agora é necessário vasculhar sites de leilões e estar disposta a pagar bem mais que o preço inicial de US$ 60.

SNES Classic Edition 



A Nintendo redobrou a dose de nostalgia com o lançamento em julho do SNES Classic Edition, a versão reduzida do Super Nintendo, que inclui jogos da época e dois controles com fio. O console não fez diferente de seu antecessor e, em pré-venda se esgotaram, em literalmente, segundos. Para não ter problemas de distribuição, a Nintendo disse que irá produzir mais unidades. 

Mega Drive 



Apesar de o Mega Drive já ter sido relançado em infinitas versões de loja de rua, a TecToy rebootou o console clássico em maio. O design do aparelho e dos joysticks é idêntico ao original e ele também roda os cartuchos antigos, além de vir com 22 jogos embutidos. Mas a grande sensação foi o anúncio do relançamento do jogo Turma da Mônica na Terra dos Monstros, ainda não concretizado. O console sai por $499.

Ataribox 



A Atari anunciou em julho seu primeiro console em 20 anos, o Ataribox, cujo visual lembra muito o clássico Atari 2600. Ele rodará jogos clássicos e também novos (não especificados) e poderá ser adquirido com duas opções de visual: uma vermelha e preta e outra em madeira. O produto, de acordo com a Atari, foi desenvolvido via financiamento coletivo, e ainda não tem preço nem data de lançamento definidos. 

Controle especial para Switch 



A empresa 8Bitdo criou um controle especial para o Nintendo Switch com a mesma identidade visual utilizada no Super Nintendo, mas com alguns diferenciais, como dois analógicos, entrada USB e vibração. Seria como se o Super Nintendo ainda tivesse lançando versões 2, 3,4 e etc e o controle sempre fosse evoluindo junto.  

Sega Forever 



A sega criou um pacote chamado Sega Forever que reúne títulos como Alex Kidd e Sonic e está disponível gratuitamente para Android e IOS. A ideia é fazer uma rotação dos jogos, substituindo-os a cada duas semanas. 


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Querem criar o "Uber da educação"



Uns chamam de Uber da educação, outros chamam de Uber do professor. Mas não importa o nome que ficará conhecido, o que está em pauta é o absurdo desse projeto que foi enviado para o gabinete dos vereadores lá da cidade de Ribeirão Preto no interior de São Paulo. 

A ideia é pagar aulas avulsas aos docentes, sem que eles tenham ligação com o município, para substituírem sempre que faltarem profissionais na rede municipal de ensino. 

O professor não teria vínculo empregatício com a prefeitura e o acionamento se daria por aplicativos, mensagens de celular ou redes sociais. Após receber a chamada, o professor teria apenas 30 minutos para responder se aceita a tarefa e uma hora para chegar à escola –caso contrário, outro seria acionado no seu lugar.

Enquanto a parte que defende a proposta alega que o projeto vai solucionar a "grave" situação de ausência de professores em sala de aula, a parte que é contra diz que o projeto é inconstitucional, pois a alternativa terá lacunas do ponto de vista qualitativo e criará regime laboral precário.

É bastante perceptivo que o projeto fere o princípio de isonomia por tratar desigual os funcionários a serviço da prefeitura e aquele professor que for chamado várias vezes poderá ir na Justiça e pedir reconhecimento de vínculo empregatício. 

O fato é que há tempos os professores da educação básica convivem com a precarização das relações de trabalho, um problema que deve aprofundar-se com a nova Lei da Terceirização e a reforma trabalhista sancionada pelo Temer. 

Nesse contexto de liberação da terceirização, teme-se que os concursos públicos deixem de ser realizados e os professores efetivos dariam lugar a prestadores de serviços, além da ameaça de entrega das administrações das escolas para organizações sociais. 

Será que os professores vão sentir o que os taxistas sentiram na pele com a implantação do Uber? A educação se tornará algo sem regras, sem vínculos, sem leis, sem fiscalização, sem limite e livre de concorrência? 

Há quem diga que é certeza que irão pagar pelo melhor professor ou aquele que fizer um "precinho camarada", mas só quem convive nesse contexto sabe que ninguém vai fazer precinho baixo para aguentar a dura rotina de uma sala de aula com alunos pouco interessados, salas superlotadas e medo constante da violência. 

Fonte - Estadão


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Precisando de uma boa dose de amor e amizade



Dizem que é impossível ser feliz sozinho e que a solidão torna as pessoas mais egoístas. De fato, ter uma vida isolada compromete bastante a nossa saúde além de trazer outros aspectos negativos a nós mesmo. Quanto mais sozinho ficamos, mais empatia criamos para os outros e as vezes as pessoas que estão próximas acabam se sentindo desamparadas também. 

O ser humano são seres sociáveis, ou seja, precisam do outro para viver e sobreviver então há aquele instinto natural da necessidade de se aproximar de um grupo ou sentir-se parte dele. Fazer parte de um grupo faz nos sentirmos mais seguros em nossa vida, e quando ficamos sozinhos, estamos a mercê de tudo e temos que lidar com os riscos dela, tendo companhia somente da solidão. 

A relação entre as pessoas são uma via de mão dupla, pois quem demonstra se importar com todos, recebe atenção, e quem aparenta personalidade "egoísta", geralmente afasta as pessoas e aumenta sua própria solidão, mesmo essas pessoas afirmando que não precisam de ninguém. 

Quando uma pessoa demonstra estar sozinha mais chances de eles parecerem egoístas, mas não é por maldade, talvez seja uma forma de pedir socorro. 

Que tal, chamar aquela pessoa que você não vê há tempos para conversar ou sair? Pode ser que ela, ou você mesma esteja precisando de uma boa dose de amor e de amizade. 
  

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Minha experiência com Rick and Morty



Uma série que eu já tinha ouvido boas referências, mas que meus amigos me ridicularizaram quando eu sugeri para que eles assistissem, é um dos mais novos grandes sucessos da televisão. Me refiro a Rick and Morty. 

Criei coragem um dia desses e fiz uma maratona e assisti as duas primeiras temporadas completas, e as expetativas foram supridas e já estou louco para assistir a 3ª temporada. 

Para quem não conhece, a série é produzida desde 2013 pela seção noturna do Cartoon Network, o Adulto Swin, narra as aventuras de um avô cientista bêbado e seu neto, um adolescente inseguro e com problemas de autoestima. O desenho trata de temas como viagens no tempo e realidades alternativas, porém ele não se orienta necessariamente pela ciência, aliás os produtores gostam de afirmar que o desenho tem mais arte do que ciência. Vale destacar também que a série é "baseada" no famoso filme "De Volta Para o Futuro". 

É legal como a série trata do tema multiverso, logo que os personagens são capazes de abrir portais para qualquer realidades que quiserem. Porém viajam literalmente ao representar algumas dimensões que beiram o absurdo. 

Essas viagens entre dimensões só acontecem por conta de uma grande façanha de Rick que é conseguir produzir matéria escura concentrada, no qual é usada como combustível capaz de fazer sua nave vencer a barreira espaço-tempo sempre que é preciso.  

Entre uma aventura e outra, os personagens ainda conseguem encontrar tempo para assistir televisão. Mas eles não assistem a uma programação qualquer, eles utilizam um decodificador que faz com que eles consigam ter acesso a canais de todas as dimensões existentes e como há infinitas possibilidades, as variações dos programas são incrivelmente absurdas e bizarras. 

Não vou me aprofundar mais no enredo da animação, pois quero evitar spoiler, mas eu super recomendo que assistam a série, pois é uma das grandes obras primas da atualidade e que muitas vezes nos faz refletir melhor sobre várias coisas e assuntos. 






quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Morte e Vida São Paulina, jornada tricolor por João Cabral



Uma trágica jornada, que começou com certa esperança, com o rio ainda cheio de águas prósperas, que traziam vida e esperança ao clube. O atacante Lucas Pratto e o ídolo Rogério Ceni não imaginariam talvez que tal rio pudesse se secar tão rápido durante uma estiagem de mais de 20 rodadas até o momento. 

A jornada já teve sim encontros com a vida, como a vitória do clássico com o Palmeiras no Morumbi, ou as viradas épicas contra Cruzeiro e Botafogo. Porém, a morte e o fracasso insistem em aparecer na maioria dos jogos, diminuindo a quantidade das águas fluviais que passavam por ali.

Se bem que em SP, as águas fluviais tão poluídas, e as pluviais tão escassas não deixariam mesmo grandes esperanças ao torcedor tricolor. Torcedor que, foi vendo, em sua jornada severina, os leitos se secando e as mortes aumentando. Eram derrotas bobas, empates em casa, erros na escalação, troca de técnico.

Enquanto isso, os galos de João Cabral vão espalhando os cantos de "Time Grande não cai", e um galo, passa ao outro galo que "time grande não cai". "Um galo sozinho não tece a manhã", por isso o Cícero Pompeu de Toledo reuniu não só uma única vez uns 50 mil galos, que juntos cantavam "Time grande não cai".

No final das contas, a trajetória de morte e vida são paulina encontrará prosperidade e esperança em qual das zonas? Se suicidará no rio da Série B, ou permanecerá viva e preservando a sua história?

BIOGRAFIA

Joõo Cabral de Melo Neto foi um dos maiores poetas modernistas brasileiros e de todos os tempos. Uma de suas obras clássicas, Morte e Vida Severina, foi escrita em 1950, durante o período de desenvolvimento do país na gestão do presidente JK. O poema "Tecendo a Manhã" também é um texto bastante conhecido do autor.