quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Falamos o que estamos afim de falar... Com ressalvas




Umas das coisas mais legais que eu acho em escrever neste blog e acredito que falo por todos que aqui participam, é o fato no qual podermos indagar sobre qualquer assunto, da forma que achar melhor sem muitas preocupações. Mas será que é realmente isso?

Sempre que incluímos um novo integrante fixo ou não para fazer postagens, a pergunta que mais me fazem é se o texto está bom ou se pode falar sobre determinado assunto. E eu sempre respondo que sim, pois a ideia é sempre dar voz àqueles que nunca tiveram ou que pouco tiveram, mas há as ressalvas. 

Eu sempre digo que devemos ter cuidado ao falar sobre religião, ao falar algo que possa ser mal interpretado, onde envolva raça, usos ou costumes de, sei lá, uma nação ou uma pessoa em específico e principalmente ao expressar alguma opinião pessoal sobre algo. Não que não possa fazê-lo, mas deve haver uma certa cautela. 

Geralmente quando damos opinião sobre determinados assuntos, chegamos a dois extremos: ou elogiamos muito ou simplesmente criticamos bastante, chega a ser bem óbvio o que eu acabei de falar, mas você já parou para analisar o motivo no qual algumas opiniões são mais criticadas do que outras? Será mesmo que qualquer um pode ser um crítico?

Pois bem, a resposta, por incrível que possa parecer é NÃO!. Isso mesmo, NÃO! Apesar de vivermos em um país democrático em que todos podem expôr sua opinião, isso não significa necessariamente que qualquer um pode falar o que quiser. Não basta você gostar ou não de determinados assuntos, pois geralmente quem gosta muito de uma coisa desgosta bastante de outra e costumam não "abrir brechas" para outras visões ou poréns. 

Então se você se considera um formador de opinião ou se você acredita que sua opinião é melhor do que a de outros, eu lhe informo que para dar uma boa opinião ou "criticar" corretamente, temos que seguir algumas dicas ou regrinhas. 

Uma dessas regrinhas é escrever e expressar-se bem, pois não adianta jogar "palavras no ventilador" se ninguém sequer entender do que você está falando. 

Como segundo ponto eu lhe digo: "Tenha argumentos, mas tenha bons ou ótimos argumentos." O que acontece muito é a pessoa falar bem de determinado assunto, colocar isso como unanimidade, algo do tipo: " Eu gosto disso, pronto acabou e não quero saber de mais nada sobre qualquer outra coisa" e às vezes, sequer sabe explicar ou defender o porquê de gostar tanto. 

Eu sei que é difícil, pois somos seres humanos, temos egos inflados, mas não podemos deixar certas coisas interferirem na nossa imparcialidade. E se ainda não somos imparciais temos que tentar ser. 

Para finalizar lhes digo, aqui neste blog, sempre pedimos ao final de cada texto que você deixe sua opinião nos comentários, pois não queremos ser a voz da razão, queremos ser apenas uma orientação, não queremos ser uma "verdade absoluta" de nada. Então, se expressarmos alguma opinião aqui, pesquise, veja se realmente vale a pena adotar a ideia como sendo sua também, ou, por outro lado, veja se realmente você deve criticar e querer, sei lá, abrir um processo contra a gente, pois nesse "brasilzão" está cheio de gente que se acha a "última bolacha do pacote" e depois fica me enviando emails... Se é se você me entende ...


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Sobre Big Brother, eliminação e racismo



Nessa última terça-feira ( 24 ), Angélica, participante da 15ª edição do Big Brother Brasil foi eliminada do jogo em um paredão triplo, com 69% dos votos.  

A aparência contrastante da jovem, com seu cabelo raspado e batom colorido, só reflete seu temperamento autenticamente ousado, explosivo eu diria. Angélica colecionou diversas discussões na casa, por não medir palavras e não esconder seu posicionamento em relação às atitudes de alguns brothers. E era isso que incomodava a maioria dos expectadores.

Não me espanta ela ter sido eliminada com uma porcentagem alta para um paredão triplo, já que uma pessoa que se dispõe a manter uma postura mesmo que ela desagrade aos outros tem que estar preparada para arcar com as consequências. Mas o curioso na eliminação de Angélica foi que sua mãe, Maria do Carmo, torcia para que a filha DEIXASSE a casa. Nem Pedro Bial pôde esconder sua curiosidade: 

"Porque a senhora está agradecendo tanto?"

"Porque o que minha filha estava passando aqui e a gente passando lá fora. Estava pedindo a Deus, aos meus orixás, ao meu pai Ogum, minha mãe Oxum. Porque a gente estava sofrendo demais aqui fora com o racismo"

Pego de surpresa, o apresentador se viu obrigado a interromper a senhora durante a resposta. 

Segundo a família de Angélica, após uma briga com outros participantes da casa, as torcidas dos participantes em questão passaram a atacar Angélica e sua família na internet. As redes sociais da mãe da jovem foram bombardeadas com insultos de cunho racista, por conta da postura adotada por Angélica dentro da casa. Um fato mais curioso ainda é que a cor da pele de Angélica aparentemente não era o real motivo do ódio que essas pessoas passaram a nutrir por ela. 

"Vamos votar nesta ANTIPATICA,PREPOTENTE E ACIMA DE TUDO IDIOTA, CEBOZA uma tal de ANGELICA.MUITO TRITE QDO UMA COBRA QUER VOAR.RESPEITO, EDUCACÁO NAO SE CONSEGUE COM GRITOS."

"não comprei payperviw para ficar vendo essa amanda(leia-se Angélica) gritar e nem fazer caras e bocas.deus me livre de um dia parar no hospital e pegar uma enfermeira tão arrogante quanto ela.Só pq esta no bbb ela esta se achando."

"Angélica exagerou na sua" AUTENTICIDADE", ninguém consegue ser totalmente implacável, intragável e tão pouco inteligente -> não sabe ouvir!!"

"mandou muito bem, tirou essa cobra cascavel da casa, ainda falta mais 3, vamo la garoto!!!!!! essa cobra, nao tem senso"

Esses são alguns comentários de internautas sobre Angélica. Perceba que todos são relacionados à imagem que ela passou dentro da casa. Ainda assim, a maioria das provocações retratadas pela mãe e pela irmã da jovem segue uma linha racista.

O que essa família sofreu não é preconceito racial, é ofensa gratuita, simplesmente direcionada a um aspecto que as pessoas acham ser negativo. O fato da moça ser negra nada tem a ver com as atitudes dela que não agradaram. Qualquer um é completamente livre pra discordar do que ela faz e manifestar isso publicamente, uma vez que ela se sujeitou a isso quando se inscreveu no programa. Mas o que as pessoas fizeram, antes de tudo é um ATAQUE. Invadir o espaço de alguem, ainda que virtual, e preenche-lo com agressões e insultos já estava muito errado antes do envolvimento do racismo. Isso porque eu nem citei que os filhos da jovem pararam de frequentar à escola por conta dessas humilhações. O fato dos ataques serem direcionados à cor da pele só relevam ainda mais o quanto essa atitude é inaceitável.

É uma violência fútil, que nem sequer tem fundamentos raciais, simplesmente acolhe o racismo por comodidade dos responsáveis, que certamente por essa mesma comodidade respeitam outros negros que os cercam sem nenhum tipo de resistência.

Simplesmente não entendo como um posicionamento diferente (e de certa forma exagerado, hei de concordar) cause mais impacto nas pessoas do que a falta de caráter de outro certo participante, por exemplo, que entre outros incidentes roubou um pedaço de frango e tentou comer escondido das câmeras, e com isso puniu todos os outros participantes, e mesmo assim recebeu só 8% dos votos.
Mais estranho ainda é o fato da cor da pele desse outro participante não ser tão determinante na sua aceitação pelo público, já que ele também é negro.

Ou talvez eu até entenda... Afinal é natural que um negro se reserve ao que é esperado dele, já uma mulher negra que acha que pode ser mais que todo mundo está errada, e tem que ser posta em seu lugar, não é mesmo?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Os mais famosos programas infantis dos anos 80 e 90

Já faz algum tempo que eu queria fazer um texto lembrando dos programas infantis principalmente os dos anos 80 e 90, pois é nesse período que eu considero como sendo aquele que os miúdos eram melhores vistos. 

Nos anos 80, mais especificamente, foi quando a indústria televisiva percebeu que investir nos "baixinhos" poderia ser um bom negócio. Começou então um bombardeio de apresentadoras loiras e investimento pesados nos desenhos e nos musicais. 

São muitos e muitos momentos que deveriam entrar nessa lista, mas infelizmente não consegui me recordar de todos, então sei que faltará alguns. Mas não se preocupem, deixem nos comentários o que faltou para quem sabe, assim, não voltamos nesse assunto mais vezes.  

XOU DA XUXA 



Xou da Xuxa foi um programa infantil de variedades apresentado por Xuxa Meneghel na Rede Globo e ocupou as manhãs de segundas-feiras aos sábados por durante seis anos. O programa apresentava quadros de auditório (principalmente competições e números musicais) intercalados com desenhos animados e em pouco tempo se tornou o programa infantil de maior sucesso da história da televisão brasileira, transformando sua apresentadora em um fenômeno durante as décadas de 80 e 90. Quem viveu nessa época, com certeza, deve se lembrar do Dengue e do Praga e se for menina quis muito se tornar uma Paquita. 

SESSÃO DESENHO 




Sessão Desenho foi um programa de T.V que era exibido nas manhãs da recém criada emissora do SBT. No começo não tinha nenhum apresentador, mas à partir do ano de 1991 Vovó Mafalda tomou conta do programa. Em 1992 a Eliana também passou por lá. No final dos anos noventa, o programa ganhou um cenário rural no comando da Vovó Mafalda, passando assim a se chamar "Sessão Desenho no Sítio da Vovó". O programa durou, com altos e baixos até meados de 2007, depois de ter passado por vários horários da manhã da emissora. Podemos destacar alguns desenhos famosos que foram exibidos como, por exemplo, Pica-Pau, Pernalonga, Tom e Jerry entre outros. 


BOM DIA E COMPANHIA 




Exibido desde 1993 nas manhãs do SBT, é conhecido como sendo o programa infantil brasileiro há mais tempo em transmissão focada principalmente em apresentadores e desenhos animados sendo um dos mais populares programas infanto-juvenis do Brasil. Por lá já passaram inúmeros apresentadores que marcaram uma geração como Eliana, Jackeline, Yudi, Priscilla e até a Maísa. E sobre os desenhos, destacamos Thundercats, Scooby -Doo, O Fantástico Mundo de Bobby e muito mais.  


CLUBE DA CRIANÇA




Este programa marcou a estreia da apresentadora Xuxa na televisão brasileira na extinta TV Manchete. O programa teve início em 1983 e apresentava brincadeiras, sorteios, anunciava desenhos animados e recebia convidados. Após a saída da "Rainha dos Baixinhos" o programa resolveu apresentar outra loira que posteriormente também ficou muito famosa, a Angélica. Infelizmente após a saída das duas loiras o programa começou a cair na audiência, onde passaram por lá Milla Christie e Patrícia Nogueiro tendo seu encerramento por falta de recursos financeiros em 1995. Porém teve uma breve volta após dois anos quando foi apresentado pela atriz mirim Debby. Em 1998 com a crise da emissora, o programa saiu definitivamente do ar.


SHOW MARAVILHA 




Este programa que estreou em 1987 e durou até meados de 1994 chegou a ser líder de audiência várias vezes no horário em que ocorria a TV Colosso. Ele tinha o mesmo formato dos programas infantis com auditório, que na época faziam grande sucesso.  A apresentadora Mara Maravilha comandava brincadeiras com o auditório, recebia convidados e atrações musicais, cantava suas próprias canções e apresentava suas coreografias e anunciava a exibição de videoclipes e desenhos animados. O diferencial do programa Show Maravilha estava em ter uma apresentadora morena, com características tipicamente brasileiras e nordestinas, enquanto os outros programas infantis tinham apresentadoras loiras.


DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI




Em 1988 estréia no Sbt o Do Ré Mi Fá Sol Lá Simony, com a ex-apresentadora do Balão Mágico no comando do programa. Ao lado de Simony outros personagens faziam a alegria da criançada, entre eles: o palhaço Gargalhada, que além de fazer molecagem e palhaçada ajudava a apresentadora no comando do programa; a fada Cores Cordélia, que cada dia tinha uma cor e o Professor Osório, um Einstein alucinado que sabia o nome científico das coisas, amava os livros e ajudava a criançada em temas como: mentira, ganância, ciúme, harmonia, curiosidade, entre outros.  
O programa abordava o tema "preservação da natureza" e a cada dia uma nova dica de como cuidar do meio ambiente era passada pela apresentadora Simony, numa espécie de papo-sério de criança para criança além de, é claro, desenhos animados. Simony saiu do comando do programa em 1989 e em seu lugar assumiu a apresentadora Mariane, assim o infantil passou a chamar Do Ré Mi Fá Sol Lá Si com  Mariane. 

PROGRAMA MARIANE




A apresentadora Mariane já estava a quase um ano trabalhando no Do Ré Mi Fá Sol Lá Si quando Silvio Santos resolveu fazer uma reformulação na programação da emissora criando assim um programa infantil com o nome da apresentadora. O programa intitulado Mariane contava com um novo cenário, brincadeiras diferentes, mas mantinha o propósito de divertir, ensinar e levar mensagens positivas aos seus telespectadores, sem esquecer da ênfase dada à preservação do meio ambiente, característica forte nos programas da apresentadora. Além disso o infantil era um espaço reservado para enaltecer o cumprimento dos direitos das crianças. O programa Mariane foi alcançando rapidamente um grande sucesso, e os números refletiam isso quando Mariane chegou a bater um dos infantis de grande audiência daquela época, o Xou da Xuxa. O programa durou de 1990 até o ano de 1991.

TV COLOSSO




Esse programa era muito legal e fez parte da infância e das crianças entre 1993 e 1997. Era bastante diferente do que já conhecíamos na época, onde eram utilizados bonecos caracterizados como cães, simulando todas as instâncias de uma emissora de TV; do presidente ao office-boy. Havia a protagonista Sheep Dog, Priscilla; o operador, Borges um bulldog que era o diretor de imagem e ficava na cabine de controle da programação chamando os desenhos animados que complementavam a programação. Como o programa era exibido de manhã e terminava por volta de meio-dia, na hora do almoço, um desses bonecos, vestido como chef, berrava com sotaque francês: Atention, tá na horrra de matarr a fomê, tá na mêss pessoaaaaal e era atropelado pelos outros, em louca disparada, que gritavam em distonância "Até amanhã! Até amanhã!" terminando o programa. Uma pena que o programa foi cancelado. 

DUDALEGRIA




O Dudalegria, mostrava a apresentadora Duda Little contando piadas para a boneca fofoqueira Miquilina e seu amigo espertalhão Manelzinho, que protagonizavam situações engraçadas na janela de sua casa. O programa era ambientado em uma Vila, onde Duda chamava convidados e apresentava desenhos animados.  Mas talvez o infantil tenha ficado mais conhecido por ter sido o programa responsável pela estréia no Brasil do desenho Cavaleiros do Zoodíaco, o anime que se tornou uma verdadeira febre no início da década de 1990. Mais duas outras séries japonesas que teriam boa repercussão por aqui, passaram por lá, foi o caso de Patrine e do Winspector. O programa ficou no ar de 1992 até 1996. 

ANGEL MIX 




No ano de 1996 foi a vez da loira Angélica ter o seu programa na Rede Globo. Com uma temática bem semelhante, era composto por brincadeiras, torcidas, números musicais, conversas com o público entre outras atrações. Além das brincadeiras Angel Mix ainda tinhas quadros fixos, como “Internautas”, que simulava a conversa de Angélica via Internet com uma criança; “Pé na Estrada”, com reportagens feitas em todo o Brasil, tendo a criança como tema; ou “Plantão Mix”, uma brincadeira em cima do Plantão jornalístico da Globo. Destaque para o famoso Caça Talentos que era uma espécie de novelinha que passava no final do programa no qual Angelica fazia o papel de uma fada. O Programa durou até o ano 2000. 

ORADUKAPETA 





Oradukapeta foi um programa infantil matinal apresentado por Sérgio Mallandro entre os anos de 1987 e 1990 transmitido pelo SBT. O programa diário apresentava brincadeiras com as crianças da platéia, quadros humorísticos e desenhos animados e rapidamente caiu no gosto do público infantil. Como principais quadros, havia o famosíssimo "Porta dos Desesperados", além do "Goleiro Mallandrovsky" e o "Super-Mallandro".


ELIANA E ALEGRIA





Após o sucesso da Eliana no SBT, foi a vez da Record fazer suas investidas, então em Outubro de 1998 estreava o programa Eliana e Alegria que era composto por brincadeiras, matérias externas, experiências e é claro, desenhos animados. Por falar nisso, Pokémon fez o programa obter ainda mais sucesso. O programa durou até o ano de 2003. 

DISNEY CLUB ou TV CRUJ  (Disney Cruj)




Disney Club foi um programa de televisão infantil brasileiro produzido pela Disney e exibido em TV aberta pelo SBT. Foi um dos principais programas infantis entre a segunda metade da década de 90 e início da década de 2000. O mais famoso bordão do programa eram: o lema da turma que comanda o programa: "Não somos crianças. Somos ultra-jovens e merecemos respeito!" e a despedida dos integrantes a cada vez o programa termina: "CRUJ, CRUJ, CRUJ, Tchau!". 

Tv Cruj 

Baseada num programa de TV pirata que era transmitido secretamente por três crianças (que preferiam ser denominadas de ultra-jovens)  através de um sótão secreto da casa em que moravam os irmãos Juca e Guelé. Lá dentro do sótão abandonado, Juca, com conhecimentos de técnicos de televisão e vídeo cassete (na época, era o aparelho usado do antecessor do DVD), conseguiu reunir peças abandonadas naquele local e com os de casa, montar uma TV Pirata, com ajuda do irmão Guelé e mesmo do melhor amigo desde a infância, Macarrão que recebeu o apelido por conta de ser ligeiramente gordo e por sua comida favorita.
Para poderem apresentar a transmissão, eles tiveram que usar disfarces e codinomes para não serem descobertos por agentes da TV (agentes que agem em todo o Brasil para descobrir sinais de TVs piratas). Com os nomes Juca/Caju ("Juca" invertido), Guelé/Chiclé (por gostar de chiclete de goma de mascar) e Macarrão/Macaco (que tinha uma máscara de macaco) formam a TV CRUJ.
O CRUJ representava uma espécie de clube, onde os ultra-jovens poderiam desabafar sobre todas as injustiças que sofriam com os pós-ultra-jovens e ultra-velhos (adultos e idosos, na linguagem ultra-jovem), inclusive nos problemas que obtinham em casa, na escola, na rua e na sociedade e fazer "reivindicações". Além disso, a atração exibia desenhos animados produzidos pela Disney, que ficaram bastante conhecidos na época, como Timão e Pumba e a A Turma do Pateta.

BÔNUS ( Anos 2000 )


TV GLOBINHO 




Em 3 de julho de 2000, TV Globinho (que era apenas um quadro) substituiu o infantil Angel Mix em que participava, apresentado por Angélica entre 16 de setembro de 1996 e 30 de junho de 2000. Na substituição, o programa tinha a função de estabelecer conexão entre os desenhos animados exibidos dentro da programação Férias Animadas e Bambuluá. Em 9 de outubro de 2000, com a estreia de Bambuluá, novo programa infantil liderado por Angélica, TV Globinho permaneceu no ar como parte da nova atração. Mantendo a mesma equipe de apresentadores, a estação de TV continuava a ser responsável pelas chamadas dos desenhos animados. Somente em 2001 que o programa tornou-se independente e começou a passar materiais inéditos junto com algumas reprises. Desde aquele tempo até os dias de hoje, o programa foca em desenhos animados e foi o responsável por trazer ao Brasil alguns dos desenhos e animes de maior sucesso dos últimos anos tais como: Digimon, As Aventuras de Jackie Chan, Yu-Gi-Oh!, Beyblade, Homem-Aranha, além de desenhos clássicos como Mickey e Donald e Os Simpsons se tornando um dos programas infantis de maior longevidade da televisão brasileira.

BAND KIDS




Originalmente estreado em 2000 nas tardes da Band, o programa era apresentado pela atriz nipo-brasileira Renata Sayuri (conhecida como sua personagem Kira, tendo como seu bordão: "Eu Sou Kira!") conquistou uma grande geração de otakus na época graças as suas exibições compostas por animações japonesas (os animes) entre tais Dragon Ball Z, Bucky, Tenchi Muyo e El Hazard. Além de exibir os desenhos Cadillacs e Dinossauros, Os Seis Biônicos, Dragões Alados e O Mago, que não são animações japonesas. O programa foi considerado na época, o principal bloco de animes da TV aberta. Entre outros, por vezes alcançando índices de programas infantis como a TV Globinho, da Rede Globo e Bom Dia & Cia, do SBT. Com o passar dos anos, a popularidade do programa diminuiu consideravelmente, sendo exibido algumas vezes discretamente no canal, ainda com animes e com algumas séries animadas. 



Nota: Programas da TV Cultura não incluso, pois temos uma postagem exclusiva somente sobre os programas da emissora que você pode conferir clicando aqui 


Fonte: InfanTV e minhas memórias 


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Vencedores do Oscar 2015

Como prometido e como já é tradição, segue abaixo a lista dos vencedores do Oscar 2015. 

Em uma noite sem surpresas, além da valorização do chamado "cinema independente" e da consagração dos mexicanos em Hollywood  esse Oscar será lembrado pelos discursos emocionantes, incluindo o agradecimento final do realizador de Birdman, Alejandro González Iñárritu, que terminou saudando "todos os meus compatriotas mexicanos".




Melhor Ator Coadjuvante: J.K. Simmons, por Whiplash
Melhor Figurino: Milena Canonero, por Grande Hotel Budapeste
Melhor Maquiagem e Penteados: Frances Hannon e Mark Coulier, por Grande Hotel Budapeste
Melhor Filme Estrangeiro: Ida, de Pawel Pawlikowski (Polônia)
Melhor Curta: The Phone Call
Melhor Documentário em Curta-metragem: Crisis Hotline: Veterans Press 1
Melhor Mixagem: Whiplash
Melhor Edição de Som: Sniper Americano
Melhor Atriz Coadjuvante: Patricia Arquette, por Boyhood
Melhores Efeitos Visuais: Interestelar
Melhor Curta de Animação: Feast
Melhor Animação: Big Hero 6
Melhor Design de Produção: Grande Hotel Budapeste
Melhor Fotografia: Birdman
Melhor Montagem: Whiplash
Melhor Documentário: CitizenFour
Melhor Canção: Glory, de John Legend e Common
Melhor Trilha Sonora: Grande Hotel Budapeste 
Melhor Roteiro Original: Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. e Armando Bo, por Birdman
Melhor Roteiro Adaptado: Graham Moore, por O Jogo da Imitação
Melhor Direção: Alejandro G. Iñárritu, por Birdman
Melhor Ator: Eddie Redmayne, por A Teoria de Tudo
Melhor Atriz: Julianne Moore, por Para Sempre Alice
Melhor Filme: Birdman

Gostaram dos filmes vencedores? Deixem nos comentários sua opinião sobre o assunto.




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Vem aí! Oscar 2015

Nesse final de semana, mais especificamente no dia 22 de Fevereiro, será realizada a cerimônia de entrega da estatueta do Oscar edição de 2015 e como é de costume do nosso blog, deixaremos a lista dos finalistas do prêmio. 



Lembrando também que na segunda-feira tem a lista completa de todos os vencedores. Desde já, comecem a torcer pelos seus favoritos. 

Melhor filme
"Sniper americano"
"Birdman"
"Boyhood: Da infância à juventude"
"O grande hotel Budapeste"
"O jogo da imitação"
"Selma"
"A teoria de tudo"
"Whiplash"

Melhor diretor
Alejandro Gonzáles Iñárritu ("Birdman")
Richard Linklater ("Boyhood")
Bennett Miller ("Foxcatcher: Uma história que chocou o mundo")
Wes Anderson ("O grande hotel Budapeste")
Morten Tyldum ("O jogo da imitação")

Melhor ator
Steve Carell ("Foxcatcher")
Bradley Cooper ("Sniper americano")
Benedict Cumberbatch ("O jogo da imitação")
Michael Keaton ("Birdman")
Eddie Redmayne ("A teoria de tudo")

Melhor ator coadjuvante
Robert Duvall ("O juiz")
Ethan Hawke ("Boyhood")
Edward Norton ("Birdman")
Mark Ruffalo ("Foxcatcher")
JK Simmons ("Whiplash")

Melhor atriz
Marion Cotillard ("Dois dias, uma noite")
Felicity Jones ("A teoria de tudo")
Julianne Moore ("Para sempre Alice")
Rosamund Pike ("Garota exemplar")
Reese Witherspoon ("Livre")

Melhor atriz coadjuvante
Patricia Arquette ("Boyhood")
Laura Dern ("Livre")
Keira Knightley ("O jogo da imitação")
Emma Stone ("Birdman")
Meryl Streep ("Caminhos da floresta")

Melhor filme em língua estrangeira
"Ida" (Polônia)
"Leviatã" (Rússia)
"Tangerines" (Estônia)
"Timbuktu" (Mauritânia)
"Relatos selvagens" (Argentina)

Melhor documentário
"O sal da terra"
"CitizenFour"
"Finding Vivian Maier"
"Last days"
"Virunga"

Melhor documentário em curta-metragem 
"Crisis Hotline: Veterans Press 1"
"Joanna"
"Our curse"
“The reaper (La Parka)"
"White earth"

Melhor animação
"Operação Big Hero"
"Como treinar o seu dragão 2"
"Os Boxtrolls"
"Song of the sea"
"The Tale of the Princess Kaguya"

Melhor animação em curta-metragem
"The bigger picture"
"The dam keeper"
"Feast"
"Me and my moulton"
"A single life"

Melhor curta-metragem em 'live-action'
"Aya"
"Boogaloo and Graham"
"Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)"
"Parvaneh"
"The phone call"

Melhor roteiro original
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo ("Birdman"
Richard Linklater ("Boyhood")
E. Max Frye e Dan Futterman ("Foxcatcher")
Wes Anderson e Hugo Guinness ("O grande hotel Budapeste")
Dan Gilroy ("O abutre")

Melhor roteiro adaptado
Jason Hall ("Sniper americano")
Graham Moore ("O jogo da imitação")
Paul Thomas Anderson ("Vício inerente")
Anthony McCarten ("A teoria de tudo")
Damien Chazelle ("Whiplash")

Melhor fotografia
Emmanuel Lubezki ("Birdman")
Robert Yeoman ("O grande hotel Budapeste")
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski ("Ida")
Dick Pope ("Sr. Turner")
Roger Deakins ("Invencível")

Melhor edição
Joel Cox e Gary D. Roach ("Sniper americano")
Sandra Adair ("Boyhood")
Barney Pilling ("O grande hotel Budapeste")
William Goldenberg ("O jogo da imitação")
Tom Cross ("Whiplash")

Melhor design de produção
"O grande hotel Budapeste"
"O jogo da imitação"
"Interestelar"
"Caminhos da floresta"
"Sr. Turner"

Melhores efeitos visuais
Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick ("Capitão América 2: O soldado invernal")
Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist ("Planeta dos macacos: O confronto")
Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould ("Guardiões da Galáxia")
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher ("Interestelar")
Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer ("X-Men: Dias de um futuro esquecido")

Melhor figurino
Milena Canonero ("O grande hotel Budapeste")
Mark Bridges ("Vício inerente")
Colleen Atwood ("Caminhos da floresta")
Anna B. Sheppard e Jane Clive ("Malévola")
Jacqueline Durran ("Sr. Turner")

Melhor maquiagem e cabelo
Bill Corso e Dennis Liddiard ("Foxcatcher")
Frances Hannon e Mark Coulier ("O grande hotel Budapeste")
Elizabeth Yianni-Georgiou e David White ("Guardiões da Galáxia")

Melhor trilha sonora
Alexandre Desplat ("O grande hotel Budapeste")
Alexandre Desplat ("O jogo da imitação")
Hans Zimmer ("Interestelar")
Gary Yershon ("Sr. Turner")
Jóhann Jóhannsson ("A teoria de tudo")

Melhor canção
"Everything is awesome", de Shawn Patterson ("Uma aventura Lego")
"Glory", de John Stephens e Lonnie Lynn ("Selma")
"Grateful", de Diane Warren ("Além das luzes")
"I'm not gonna miss you", de Glen Campbell e Julian Raymond ("Glen Campbell…I'll be me")
"Lost Stars", de Gregg Alexander e Danielle Brisebois ("Mesmo se nada der certo")

Melhor edição de som
Alan Robert Murray e Bub Asman ("Sniper americano")
Martín Hernández e Aaron Glascock ("Birdman")
Brent Burge e Jason Canovas ("O hobbit: A batalha dos cinco exércitos")
Richard King ("Interestelar")
Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro ("Invencível")

Melhor mixagem de som
John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin ("Sniper americano")
Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga ("Birdman")
Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten ("Interestelar")
Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee ("Invencível")
Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley ("Whiplash")

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Um ridículo projeto de viagem para colonizar Marte




Essa semana divulgaram uma lista com 100 candidatos finalistas que avançaram para uma próxima fase de seleção para uma viagem tripulada para o planeta Marte. 

Se já não bastasse tudo isso ser meio que loucura, para minha surpresa,  há também uma brasileira que está nesta lista. Ela se chama Sandra Maria Feliciano Silva tem 51 anos e mora em Porto Velho no estado de Rondônia. 

Entre os outros candidatos que avançaram de fase estão pessoas com diversas faixas etárias. As mais novas têm 19 anos e vêm da Austrália e da Índia, enquanto a mais velha do grupo tem 58 anos e vem dos Estados Unidos. Veja a lista completa aqui.

Agora analisando os fatos, diz que a expectativa do lançamento da missão seja em 2025, com o que eles chamam de viagem para Marte que na verdade não passa de uma viagem para a Morte. A ideia é colonizar o planeta para futuras gerações, porém como algumas emissoras americanas já destacaram, os planos não foram bem analisados e um dos detalhes que mais questionam é o fato de que é bem possível que a tripulação morra de sufocamento muito antes do pouso. 

Gente, é só ler um pouco sobre o assunto para sabermos que não temos a tecnologia necessária para uma viagem desse porte, logo que também mal conseguimos pousar um robô pequeno lá. Sem contar que se a pessoa de 58 anos for selecionada, daqui 10 anos ela terá 68 anos e levar um idoso para uma exploração dessa é ridículo, pois querendo ou não o corpo da pessoa já não é tão jovem para suportar toda a rotina.

Sabe-se que a próxima etapa pretende eliminar 76 candidatos para chegar a um número final de 24 pessoas que serão divididos em 6 grupos para uma bateria de testes antes do lançamento da missão. 

Não sei quem são os mais doidos, os que invetam esse tipo de missão ou os que aceitam participar disso. 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Permissão pra bater as botas




Tenho uma teoria de que se algo respira, essa coisa já pensou sobre a morte. Não quero soar depressivo ou mórbido, mas é o natural, até mesmo para as pessoas mais simples. Na real, todos tem um Poe ou um Lovecraft dentro de si. Uma das características básicas do ser está ai. Depois dos três primeiros "quero's" (comer, descansar, e a necessidades +18) vem a procura pelo grande "e depois". Não sei dizer se realmente lidamos bem com a pergunta, e a resposta... bem, tocar nesse assunto é procurar briga. Até mesmo o "quando" já faz um pessoal se borrar. Mas com certeza no decorrer da história produzimos e fizemos muito sobre essa questão. Muito mesmo.

Mas se algo realmente complicado na sociedade atual é o fato de que a morte chega a ser um evento mais presente que a vida. Não tem como fugir dela, é sair na rua e vê-la perambulando por lá, e nem falo sobre ligar a tv ou ler o jornal. A humanidade e a coisa de roupa preta e foice gigante tem um relacionamento muito extenso. E como dizem, que tudo acaba uma hora e que "The Godfather" é o melhor filme já feito são a únicas certezas da vida.

Estamos longe de realmente entender sobre isso. Quero dizer, estamos longe de entender até mesmo as coisas retardadas que fazemos, sendo que algumas delas levam exatamente pra dentro da terra. Mesmo sendo bichinhos muito egocêntricos e termos essa ideiazinha de criaturas perfeitas, a mente humana não entende muito o que rola nesse sentido. Claro, existem muitos estudos e teorias. A ciência, falando de forma ampla, também entra de cabeça no assunto, e não só pra fazer aquelas matérias especiais de jornal de domingo. Mas não tanto quanto o pessoal gosta de perder realmente tempo sobre isso.

Estimativa inventada, mas acho que para cada filme de romancezinho produzido, saem três cujo enfoque central seja algo relacionado a morte. Ou talvez mais. Se esse fosse um assunto pra curso universitário, seria uma formação quatro vezes maior que medicina. E bem mais difícil, porque, bem...




A questão é que procuramos como doidos por isso. Não exatamente pela questão sentimental, o psicológico, ou pela questão biológica ou espiritual. É meio que automático. Desde os primórdios da historia sempre tinha um cara pra ficar falando sobre isso, mesmo quando o resto se ocupava com outras coisas, tipo se desenvolver. Se preocupar sobre is grandes "Quando" e "E Depois" é atividade que exercemos a mais tempo, e bem, sem realmente grandes avanços. Mas se o pessoal que veio antes focasse tanto em áreas como, por exemplo, o que realmente fazer pra viver melhor, hoje a coisa seria bem diferente.

Mas não foi bem o que aconteceu, e não é o que acontece. Aliás, só para ressaltar como corremos atrás do tal do Ceifeiro, só pensar no tanto de conflitos que ocorrem cá e lá. É um romance PIOR que "Crepúsculo", se quer saber. A guerra é a atitude mais idiota que nossas cabecinhas não tão desenvolvidas consegue bolar. Não é brincadeira, só pensar de forma limpa. Isso é sobre mandar um monte de gente armada pra se matar em algum lugar, com uma razão imbecil e as vezes por um viés econômico. Arrisco dizer que esse é outro fato que nem nós mesmos entendemos.

Mas seja como for, socialmente, temos uma boa cartilha de como lidar com isso. Quantos enterros acontecem todos os dias? Não sei, mas o número deve ser assustadoramente grande. O estranho é que isso se transforma quase em uma convenção social. Por que realmente não entendemos a coisa toda, todo isso se desenvolveu inconscientemente , e hoje é uma GRANDE indústria. Claro, há uma questão ritualística junto, mas já passou a muito pro segundo plano. Até a grande questão metafisica e filosófica de tudo, é meio piloto-automático, como muitas outras coisas.

Entretanto, essa estranha relação rola de forma meio inevitável. E lidar com isso, e com as implicações, ainda é um processo muito lento. Mas da pra ser otimista, esperando que alguém não destrua a coisa toda em algum momento. Tem também partir de um desenvolvimento individual, trabalhar essas questões de forma limpa, é também contribuir, fujir do programado e entender verdadeiramente. Por que tem um abismo entre SABER e ENTENDER algo.


A morte em discussão




O capitalismo atualmente implantado escancaradamente no nosso meio, coloca as pessoas num visível patamar de submissão. 

O apego ao materialismo por vezes me dá a impressão de se sobrepor à vida. Ora, o dinheiro tende a ser mais valioso que o próprio ser humano, e a morte já não mais ocupa um lugar de elite. Costumo dizer que já não vivemos o antropocentrismo, estamos na era do "dinheirocentrismo". 

Um exemplo nítido de tal fato vemos em relação a impunimento de alguns casos do chamado homicídio culposo (quando não há intensão de matar). 

Um caso que pode servir como base, é uma hipotética situação decorrente de um assassinato no qual um homem bêbado atropela um pedestre, por avançar indevidamente no sinal vermelho em alta velocidade e o motorista mata o pedestre, logo após paga um valor e é solto. Nesse sentido, a família da vítima recebe uma indenização que é indiretamente, quanto valeu avida do indivíduo que fora morto. 

Meu caríssimo leitor, olhando sob esse aspecto, temos em pauta que segundo as normas do tão moderno século XXI, a morte perante a lei tem adquirido um valor monetário, ao invés de ser vista, como algo além (sem envolver claro, a espiritualidade, pelo que a senhorita morte representa, ela merecia mais respeito). O que eu estou querendo dizer, é que a morte em si, tem se mostrado pela sociedade, "materializada", onde o que realmente importa são os bens e poderes aquisitivos e os valores culturais, morais e éticos, são deixados de lado sem a mínima sensibilidade. 

Sabendo dessa forma que a nossa vida custa caro depois da nossa morte, seria interessante a aproveitarmos da melhor maneira possível enquanto ainda a tivermos. 




Falar de morte é sempre algo muito difícil por conta dessa visão nostálgica e melancólica que temos da própria. Até mesmo nos dias de hoje. No entanto, é necessário refletir que o fim da vida significa que nossa presença física deixará de existir. E é ai que você deve parar para pensar: o que fazer com o corpo?

Pois bem, escolher entre doar ou não os órgãos, cremar o corpo, ou enterrá-lo de forma intacta é uma decisão única e inteiramente sua, mas é fundamental que essa escolha deva ser manifestada a seus parentes e/ou amigos.

Agora, nesse exato momento você já sabe que fim pretende dar ao seu corpo? Já manifestou seu desejo a seus familiares?  Se não, o que espera? A morte? Se ela vier hoje por exemplo, talvez seu corpo seja apenas enterrado juntamente com seus órgãos, talvez seus entes resolvam doá-los e amanhã, numa hora dessas alguém já esteja com seu coração, ou até mesmo quem sabe, simplesmente cremado e eu respire as suas cinzas.

Meu querido leitor, partindo do princípio de que sua vida possui um valor monetário após sua morte (dependendo do modo como ela fora executada), pensar no bom proveito de seu corpo é de extrema importância. 

Chegamos então na questão dos órgãos. Ah! Santo órgão! É uma questão realmente pertinente... Doa-los ou não? Mas a grande pergunta que lhes faço é: por que NÃO doa-los? Infelizmente eu ainda não encontrei argumentos para não concretizar o procedimento... 

Em contrapartida, há quem diga que a doação de órgãos seja bobagem. Bobagem porque para alguns, se a pessoa está a beira da morte, deve aceitar seu destino e simplesmente morrer... 

Mas cá entre nós, se a medicina atual nos proporciona a possibilidade de ficar mais um pouquinho nessa vida, não seria interessante aproveitarmos? Sendo assim, se por um acaso você precisar de algum órgão aceitará numa boa o transplante? Então por que não fazer o inverso? A nossa escolha pode realmente fazer uma grande diferença se tratando de vidas... E óbvio, da sua morte. 

Não que você tenha que se suicidar, claro. Não é porque o conceito de "valores" foi invertido que devemos nos tornar adeptos ao "materialismo corporal monetário". Convenhamos que mesmo com a sua ausência física permanente outras vidas poderão ser recuperadas caso a sua, não possa ter a menor chance sequer de ser salva.



Esse apego que a maioria das pessoas têm ao corpo, ao material, ao dinheiro como um todo, tem tirado a chance de se abrir novas mentes, de enxergar além. 

Existe uma cegueira por parte da população que vê como a Justiça tem tido descaso com a questão da morte, "leiloando" indenizações (como se isso fosse suprir a dor de uma perda), mas as pessoas que criticam essa posição megera, são as mesmas que não olham o próximo com compaixão! As mesmas que não refletem que podem de fato contribuir de alguma maneira, como com os transplantes. 

Com essa correria toda atrás do "valor", estão sempre muito ocupados para pensar! E todos desse modo, se isolam em um mundinho de hipocrisia e não fecham os olhos para não imaginar quando estes permanecerão assim para sempre. E talvez quando isso acontecer, se você ainda não tiver manifestado sua vontade, eu de fato estarei respirando as suas cinzas, ou quem sabe, o coração estiver batendo em meu peito seja o seu leitor mortal. Mas duvido que depois desse texto, você queira me dar seu coração... Ah, é mesmo! Você já estará morto. 


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A São Paulo de 2015



Bons tempos aqueles que o real era como a água e tinha valor! A gente padecia necessidades, mas sabíamos viver como nobres.

Não haviam idas ao médico ou há algum compromisso sério sem dar uma passadinha no "Pão de Queijo" ou como visitar a famosa "Santo Amaro" sem se perder em sua babilônica central.

Quem viveu bem antes de nascer em 2010 sabe que aquelas barracas do Largo 13 de Maio, eram o sonho de consumo dos pobres e a festa de quem se considerava rico por morar nas redondezas.

De uma coisa eu sei: "Como é saudosa a minha infância querida!"

São Paulo, com certeza, era a cidade mais linda e ideal para se morar. Eu lembro de querer crescer logo e ser alguém com compromissos! Queria receber cartas e andar "para lá e para cá."

Santo Amaro era meu "solo sagrado", nasci lá, estudei, deu meu primeiro beijo lá. Pena que hoje sei que esse garoto era gay! (kkk)

Muitas alegrias, sustos e tristezas vivi lá, como quando presenciei as cenas de horror quando a cidade parou devido as ações do PCC.

Conheci pessoas, livros, bibliotecas, ruas e lugares muito interessantes... Além de amizades e flertes...

Posso dizer que vivi muitas das mais loucas e divertidas aventuras, com ares de comédia, lá...

A nostalgia é assim... Viver o déjà vu tão bem memorado...

Não era a vida que eu pedi, mas foi a que eu adorei viver. São 20 anos de amor, ódio pelas coisas, lugares, pessoas, lembranças e manias que "Sampa" e todo os Paulistas e Paulistanos surtiram em mim.

Saudações há um novo, ao futuro, ao seco e ao tão distante lugar mais desagradável e caótico do mundo: O São Paulo de 2015.

Por Priscilla SA